Nem sempre é uma simples soma
O álcool pode amplificar o efeito de um medicamento ou alterar o seu metabolismo
O efeito mais fácil de observar é a soma: o álcool e um medicamento sedativo abrandam o sistema nervoso, pelo que a sonolência e a falta de coordenação são maiores do que com cada substância isoladamente. Contudo, as interações também podem ocorrer no estômago, no fígado, no sistema de coagulação ou na regulação da pressão arterial e da glicemia.
Abrandamento aditivo
Maior sonolência, respiração mais lenta, pior equilíbrio e reflexos mais lentos.
Alteração dos níveis do medicamento
O álcool pode competir no metabolismo ou alterar a velocidade a que um medicamento atua.
Intensificação dos efeitos indesejáveis
Podem surgir hemorragia, pressão arterial baixa, alterações do ritmo cardíaco ou náuseas.
Uma interação pode ocorrer mesmo que o medicamento e o álcool não tenham sido consumidos exatamente ao mesmo tempo. Alguns produtos atuam durante muitas horas e outros permanecem ativos ainda mais tempo.
Grupos que exigem prudência especial
O maior risco surge frequentemente quando os efeitos se sobrepõem
Os exemplos seguintes mostram tipos de risco, não uma lista completa de produtos. Dois medicamentos do mesmo grupo podem ter recomendações diferentes.
Hipnóticos, sedativos, ansiolíticos e opioides
A combinação pode abrandar profundamente o sistema nervoso, intensificar a confusão e aumentar o risco de uma respiração perigosamente lenta.
Anticoagulantes e alguns analgésicos
O álcool pode aumentar a irritação gastrointestinal e o risco de hemorragia ou dificultar a manutenção de um tratamento estável.
Alguns medicamentos cardiovasculares
Podem surgir tonturas, desmaio, descida da pressão arterial ou alterações do ritmo cardíaco.
Insulina e alguns medicamentos para a diabetes
O álcool pode aumentar o risco de uma descida da glicemia, cujos sintomas são facilmente confundidos com intoxicação.
Produtos que sobrecarregam o metabolismo hepático
O risco depende da substância, da dose e da forma de beber; a consulta é especialmente importante para pessoas com doença hepática.
Antidepressivos, antipsicóticos e anticonvulsivantes
O álcool pode intensificar efeitos indesejáveis, agravar sintomas e dificultar a avaliação da eficácia do tratamento.
Quatro informações para o farmacêutico ou médico
Pergunte pelo medicamento, dose e momento exatos
Qual é o nome completo e a dose?
Inclua medicamentos sem receita, produtos à base de plantas e suplementos.
A restrição aplica-se durante todo o tratamento?
Alguns riscos duram muito mais do que algumas horas após tomar um comprimido.
O que muda com o consumo habitual?
Um consumo recorrente pode influenciar o metabolismo de forma diferente de uma única noite.
Que sintomas exigem ajuda?
Peça instruções claras para o seu produto e para as suas condições de saúde.
Cheers · um retrato honesto da semana
A memória tende a subestimar a frequência
Um histórico das noites guardadas ajuda a perceber se o álcool surge ocasionalmente ou habitualmente em conjunto com o tratamento e permite partilhar esse padrão com um profissional.
Não espere que «passe»
Quando pedir ajuda após combinar medicamentos e álcool
Peça ajuda se uma pessoa tiver dificuldade em respirar, não acordar, perder a consciência, tiver convulsões, ficar azulada, apresentar confusão intensa, vomitar sangue, evacuar fezes negras, sentir dor torácica muito forte ou mostrar sinais de uma reação alérgica grave. Explique que medicamentos e quanto álcool pode ter consumido. Guarde as embalagens.
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A decisão mais segura é simples
Se não tiver a certeza, não os combine
O folheto informativo, um médico e um farmacêutico são fontes melhores do que a experiência de outra pessoa. Não altere nem omita uma dose por iniciativa própria. Se o álcool dificultar o cumprimento regular do tratamento ou se tornar uma forma de lidar com sintomas, fale diretamente com um profissional: é informação clínica relevante, não um motivo de julgamento.

